A falta de compressão é uma das falhas mais reportadas pelas oficinas que trabalham com motores Volkswagen TDI, especialmente das famílias EA189 e EA288.
Apesar de serem motores robustos, algumas versões apresentam desgaste prematuro de segmentos, válvulas e pistões, provocando falhas de combustão, ruído irregular e perda de potência.
⚙️ 1️⃣ CAYC – 1.6 TDI (EA189, 2010–2014)
Modelos mais afetados: Golf VI, Polo, Audi A3 8P, Seat Ibiza, Skoda Fabia e Caddy.
Problema típico: perda de compressão em um ou dois cilindros, ruído metálico a frio e arranque irregular.
Causas técnicas mais comuns:
- Desgaste precoce dos anéis de segmento;
- Válvulas presas por carbonização (EGR e acumulação de fuligem);
- Falha de vedação entre pistão e cilindro, comprometendo a compressão.
🧠 Nota técnica: motores CAYC tendem a apresentar este problema em uso urbano e com intervalos de troca de óleo superiores a 15.000 km.
⚙️ 2️⃣ CFHC – 2.0 TDI (EA189, 2009–2013)
Modelos mais afetados: Passat, Golf, Touran, Tiguan, Audi A3 e Skoda Octavia.
Problema típico: falhas de combustão sob carga e compressão desigual entre cilindros.
Causas técnicas mais comuns:
- Fissuras nos topos dos pistões devido a sobreaquecimento localizado;
- Desgaste no furo da biela e folga excessiva no pino;
- Carbonização de injetores e assentamento deficiente das válvulas.
🧠 Nota técnica: é uma falha progressiva, muitas vezes confundida com problema de injeção. O teste de compressão antes da desmontagem é essencial.
⚙️ 3️⃣ DPF / DFEA – 1.6 TDI (EA288, 2015–2018)
Modelos mais afetados: Golf VII, Seat Leon, Skoda Octavia e Audi A3 8V.
Problema típico: compressão desigual, ruído metálico e falha intermitente a quente.
Causas técnicas mais comuns:
- Gripagem parcial das válvulas de admissão;
- Assentamento irregular das válvulas nas sedes;
- Degradação do óleo causada por regenerações frequentes do FAP;
- Contaminação do circuito de lubrificação por combustível.
🧠 Nota técnica: este problema é agravado por regenerações incompletas e óleo de baixa qualidade. Recomenda-se uso exclusivo de lubrificante VW 507.00/504.00.
🔍 Diagnóstico e verificação
Para uma análise precisa, recomenda-se:
- Teste de compressão a frio e a quente, sempre com injetores removidos;
- Teste de estanquidade (leak-down) para identificar origem da perda;
- Verificação da pressão de óleo e bomba de vácuo;
- Inspeção do assentamento das válvulas e folgas dos segmentos;
- Utilização de óleo homologado VW 507.00 / 504.00 e filtro OE.
A correta medição e o diagnóstico completo evitam substituições desnecessárias e permitem localizar a falha exata que origina a compressão baixa.
🧠 Boas práticas de prevenção
- Substituir óleo e filtro a cada 10.000 km ou 1 ano;
- Utilizar óleo 100% sintético homologado pela Volkswagen;
- Limpar EGR e injetores em manutenção preventiva;
- Verificar compressão e pressão de óleo após montagem do motor;
- Manter o sistema de FAP limpo e software atualizado.
Estas medidas aumentam a durabilidade e reduzem o risco de avarias internas.
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Na Provmec, todos os motores Volkswagen TDI reconstruídos passam por:
✅ Testes por amostragem de compressão e estanquidade;
✅ Retificação controlada de válvulas e sedes;
✅ Substituição de anéis, bronzes e pistões fora da tolerância OE;
✅ Testes de pressão de óleo em bancada e controlo de folgas internas.
👉 O resultado são motores silenciosos, equilibrados e com compressão uniforme, prontos para voltar à estrada com fiabilidade.
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